Global Workforce Index
Resultados do estudo sobre trabalho realizado pela Kelly Services
Estudo demonstra que os trabalhadores portugueses procuram mais significado no seu trabalho e estão dispostos a sacrificar o salário e a posição para o encontrar.
Entre os trabalhadores alvo deste estudo, mais de metade está preparada para aceitar um salário mais reduzido ou uma função menos preponderante se o seu trabalho contribuir para algo mais importante ou com significado, de acordo com um novo estudo internacional sobre o trabalho.
O estudo, realizado pela multinacional de Gestão de Recursos Humanos Kelly Services, conclui que 62% das pessoas preferem fazer algo com mais significado para si em detrimento de um salário mais elevado ou de uma posição mais importante. Aquelas que mais expressam essa vontade são as da faixa etária entre os 48 e os 65 anos.
O Kelly Global Workforce Index contou com a opinião de quase 100 mil pessoas em 34 países, sendo que em Portugal foram mais de 2000 os respondentes.
O Director Geral da Kelly Services, Frank Weermeijer, afirma que um número significativo de pessoas está efectivamente preparado para abdicar do seu salário e posição se lhes for possível realizar algo que seja importante para eles e para a sua organização.
“As pessoas dão valor a um trabalho que seja pessoalmente gratificante, que gera competências e auto-estima e que ajude a promover os objectivos de carreira a longo prazo”, afirma Frank Weermeijer.
O estudo demonstra o valor do trabalho na construção do orgulho e confiança próprios e evidencia as diferentes visões entre as gerações.
Entre os pontos mais importantes deste estudo destacamos:
- 25% dos trabalhadores com idades entre os 18 e os 29 anos dizem que não escolheriam a mesma área de actividade se pudessem voltar atrás.
- 75% dos inquiridos com idades entre os 30 e os 47 anos planeiam procurar um novo emprego no decorrer deste ano.
- 40% das pessoas dizem que os seus objectivos de carreira não estão a ser cumpridos no seu emprego actual.
- 70% dos respondentes com idades entre os 48 e os 65 anos estão preparados para abdicar do salário e da posição a favor de um trabalho com maior significado.
Os resultados deste estudo revelam um nível elevado de insatisfação com a carreira escolhida para todos as faixas etárias mas os trabalhadores na faixa entre os 30 e os 47 são os que geralmente estão mais instáveis quanto às suas escolhas de carreira e expectativas.
Em todas as faixas etárias, o sexo feminino está mais preocupado com as escolhas de carreira e está mais predisposto às mudanças de emprego. O homens estão mais preocupados com as possibilidades de progressão no trabalho.
Apesar da maioria dos inquiridos serem reservados quanto ao real valor do seu trabalho, uma grande parte desempenha a sua função segundo padrões elevados. Um total de 84% diz que o trabalho que desenvolvem lhes dá um sentimento de orgulho enquanto 81% afirma que o trabalho aumenta a sua auto-confiança.
Frank Weermeijer diz que os resultados revelam a importância de um trabalho entusiasmante, estimulante e que encorage as pessoas a adquirir novas competências.
“As aspirações dos colaboradores mudam marcadamente ao longo da sua carreira, é por isso importante reconhecer os aspectos que são mais relevantes em cada fase no sentido de manter os trabalhadores motivados, estáveis e com elevados níveis de desempenho”, conclui Frank Weermeijer.
